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Conto – O Renascimento

14 terça-feira ago 2012

Posted by Bela in Contos, Escritor, Histórias, Textos

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amor, conto, fadas, magia, pureza, sentimentos, texto

Era uma manhã ensolarada, com poucas nuvens no céu e um clima bastante seco. Estava um dia perfeito para fazer uma pequena caminhada no parque ou um piquenique.

Uma toalha branca e vermelha jazia de modo desarrumado na grama seca e recém cortada, à beira de um pequeno rio que cruzava o parque do Ibirapuera. Algumas árvores com seus grandes galhos de folhas amareladas projetavam uma sombra no pano onde estava uma cesta de piquenique e dois jovens deitados.

A menina vestia um vestido que ia até o joelho e ela possuía os olhos mais brilhantes que alguém já poderia ter visto. Apesar de seu cabelo marrom longo e liso estar cobrindo parte de seu rosto, podia-se ver covinhas nas bochechas à medida que sorria verdadeiramente para o garoto ao seu lado.

O menino possuía olhos amendoados que demonstravam todo o carinho e amor que queria transmitir para ela. Seus braços fortes e grandes estavam ao redor da garota, como se a quisesse proteger.

Os dois conversavam animadamente e hora em outra ficavam em silêncio, só sentindo a respiração um do outro. Estavam em uma parte menos movimentada do parque, onde poucas pessoas gostavam de ir. Sem dúvida também era a mais bela… Havia muitos patos e cisnes nadando alegremente pelo rio, assim como borboletas de diversos tipos, cores e tamanhos fazendo majestosos voos entre as flores que cobriam o gramado ao redor dos adolescentes.

Laura estava quase caindo no sono quando viu um ponto de luz amarela brilhando fortemente ao longe. Sentou-se com os joelhos dobrados e coçou o olho para certificar-se que não estava vendo coisas, mas reparou que o brilho continuava lá e se aproximava lentamente.

As flores começaram a reluzir fortemente, uma por uma, como se várias velas fossem acendidas em efeito dominó. Mário notou algo estranho ao abrir os olhos e ficou mais surpreendido que sua namorada ao ver aquele espetáculo colorido de luzes. Era tão majestoso que não podiam nem pensar em piscar pois poderiam perder cada detalhe fabuloso.

De repente, um som doce e suave de flauta ecoou no ar e as luzes flutuavam gentilmente sob as plantas. Pouco a pouco, foram tomando forma: pareciam mulheres bem pequenas com orelhas pontudas e lindas asas que lembravam a textura e a leveza da seda. As roupas pareciam serem feitas de pétalas das mais belas e vivas flores de jasmim.

Era tudo tão surreal e fascinante que parecia um belo sonho, mas tinham certeza que não estavam dormindo. Aquelas criaturas… Podiam ser fadas?

Uma delas aproximou-se da menina e tocou-lhe a face com suas pequeninas mãos cheias de pólen. Laura estremeceu um pouco e pegou a mão de seu namorado.

A criatura fez um símbolo de volta para suas amigas e logo elas estavam ao seu lado, brilhando intensamente, como o Sol.

– Nada temam. – uma delas começou, tentando tranquilizá-los. – Somos fadas, criaturas da natureza. E estávamos a espera de vocês. – Sorriu.

Os dois se entreolharam, confusos.

– Há muito tempo estávamos todos adormecidas os esperando. Somos protetoras do amor. – outra fada de cabelos douradas longos falou. – O amor de vocês que nós despertou de nosso sono.

– Desde que nasceram, seus caminhos foram feitos para se cruzar. – disse um elfo que chegou voando de cima de uma árvore, com uma flauta nas mãos.

– Mas… Como nosso amor pode ser tão forte assim? Como sabiam que viríamos aqui? – perguntou Mário, um pouco apreensivo.

– Porque estava escrito… – sussurrou outra criatura de cabelos rosados.

Uma música começou a ser tocada e todas as fadas dançavam e cantavam ao redor do casal, enquanto o perfume de jasmim se espalhava pelo ar. Laura ficou tão admirada que levantou-se e puxou o garoto para lhe acompanhar no ritmo doce e animado da dança. Os dois sorriam, se divertiam e quando se olhavam, os olhos transbordavam amor.

Não era o ritmo que os unia, mas sim dois corações batendo em um mesmo compasso.

E dizem que ao pôr do sol, as fadas se transformam em estrelas para sempre proteger o amor verdadeiro e puro… O que existia e sempre ia existir entre Mário e Laura.

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Conto – O Realizador de Sonhos

29 sexta-feira jun 2012

Posted by Bela in Contos, Escritor, Histórias, Textos

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conto, escritores, esperança, história, sentimentos, sonhos, texto

Há muito tempo, havia um menino que nasceu com um dom um tanto pecualiar: tornar os sonhos das pessoas em realidade. Seu nome era Danilo e seus olhos verdes expressavam esperança. Esse talento começou a ser evidente quando completou sete anos, onde quer que passasse, todos ficavam mais felizes e realizados. Era como se milagres acontecessem todos os dias.

O tempo foi passando e um dia percebeu que não conseguia realizar seu maior sonho. E em uma noite quente de verão avistou várias estrelas no céu. Uma delas brilhava intensamente e então fez um pedido com toda a força do seu grande e bondoso coração.

– Estrela que brilha tão intensamente no céu, por favor, escute este pedido que eu faço com amor: eu realmente gosto de fazer as pessoas felizes, mas me sinto tão sozinho… É como se faltasse uma parte de mim.

De repente, o astro brilhou mais forte e caiu do lugar onde estava, para ficar do lado do jovem adolescente. Não tinha forma, era apenas uma luz amarela que faíscava e esquentava como o Sol. Ele recuou alguns passos.

– Não tenha medo… Não irei lhe fazer mal… – começou a falar. – Vejo que tem um bom coração e que gosta muito de ajudar as pessoas. – a luz tocou-lhe o peito. – Irei realizar seu sonho.

– Irá?

A estrela apenas consentiu e um grande clarão pode ser visto por toda a cidade. O garoto havia se transformado em um ser com luz própria e simplesmente desapareceu.

Hoje, ele não está mais sozinho. Na verdade, está dentro de todos nós… Mesmo que alguns pensam ter perdido, está dentro de nossos corações: a esperança. Por isso somos capazes de realizar todos os nossos sonhos, porque existe alguém dentro de nós que nos faz acreditar que tudo é possível, por mais impossível que pareça.

Nunca desista dos seus sonhos.

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Conto – A Rainha das Borboletas

27 quarta-feira jun 2012

Posted by Bela in Contos, Escritor, Histórias, Textos

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amor, borboletas, conto, escrever, escritores, história, sentimentos, texto

Borboletas… Voando… Um sonho… Uma garota. Risadas.

Felipe acordou com um susto, estava suando e havia derrubado todas as cobertas no chão. Colocou as duas mãos na cabeça e pensou em como aquele sonho parecia ter sido real, já o havia tido tantas vezes… Talvez fosse por isso.

Levantou da cama, a arrumou, colocou os chinelos e foi para o banheiro. Morava sozinho em um apartamento no centro da cidade, onde ficava perto da faculdade e do emprego.

Olhou-se no espelho e percebeu algumas olheiras em volta dos seus olhos castanho-amendoados, fazia algumas noites que não dormia muito bem. Tinha esse mesmo sonho toda noite. Tinha que significar alguma coisa para se repetir tanto, não é?

Pegou o pente em cima da pia de porcenalato, penteou seu cabelo marrom escuro, escovou os dentes, trocou de roupa e retornou ao quarto para pegar a mochila e ir para a aula. Feito isso, certificou-se que tudo estava apagado e saiu do apartamento.

Seguiu rumo ao seu destino e encontrou alguns amigos que já estavam na sala, esperando a aula começar. Antes do professor entrar na sala, tateou o bolso na procura de seu celular e ao achá-lo, mandou uma mensagem.

Como a aula foi um tanto interessante, o tempo passou voando e o intervalo logo chegou. Felipe decidiu ir ao jardim que ficava no pátio, sempre ia lá para pensar um pouco e refrescar a mente. Quando ia se aproximando, viu que uma garota estava sentada no banco de madeira que costumava sentar.

Ela tinha cabelo marrom, não conseguia ver seus olhos porque o cabelo estava tampando. Sua mochila estava caída na grama verdinha e molhada por ter chovido recentemente.

Não queria assustá-la, por isso decidiu não sentar ao lado dela, mas tentar conversar primeiro.

– Oi. – disse simplesmente e a menina levantou a cabeça.

Seus olhos eram amendoados.

– Oi. – respondeu e enrubesceu.

– Posso sentar do seu lado? – perguntou, ficando um pouco nervoso.

– Desculpe, esse é o seu lugar? – ficou meio sem jeito e fez menção de pegar suas coisas e sair.

– Não não! Pode ficar, eu gosto de ter companhia.

Ambos sorriram.

– Qual o seu nome? – ele perguntou.

– Ana. – ela respondeu sorrindo e aquele sorriso o fez sentir como se já a conhecesse. – E o seu?

– Felipe.

De repente, uma borboleta vermelha e azul começou a voar ao redor deles e pousou no cabelo da menina. Outras borboletas apareceram e ficaram fazendo uma espécie de dança. O garoto imediatamente lembrou do seu sonho e sentiu uma grande sensação de deja vu.

– Acho que as borboletas gostam de mim. – ela deu risada. – Elas sempre me acompanham quando estou voltando para casa.

Aquela risada… Ela realmente era a garota com quem tinha sonhado. Seu sonho tinha passado para a realidade e ainda não estava acreditando.

– Você deve ser a rainha das borboletas.

Ela parou de rir e o encarou.

– Espera… Você disse rainha das borboletas?

– Sim, por que?

– Seria loucura dizer pra você que eu já o conhecia dos meus sonhos?

Os olhos dele brilharam.

– Não… – Felipe pegou em suas mãos frias. – Porque eu também já a conhecia.

Os dois abriram um grande sorriso. Duas borboletas pousaram nas mãos deles.

Dizem que as borboletas são um símbolo de liberdade, transformações e novas etapas. Ana nunca havia se sentido tão livre como se sentia com ele naquele momento.

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Bela

Bela

29 anos, engenheira da computação, tenho uma grande paixão pela escrita. Pretendo ser uma grande escritora um dia. Minha vida como escritora começou quando eu tinha 10 anos e já escrevia histórias curtinhas. O sentimento pela escrita é tão grande que virou um grande sonho ser capaz de tocar as pessoas com palavras como grandes escritores e seus livros que tocam em nossos corações.

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Sou uma garota que tem uma grande paixão pela leitura e pela escrita.
Sou tradicional e gosto de escrever no papel para depois digitar, dessa maneira sinto que estou sendo inspirada por grandes escritores do passado, especialmente escrevendo com canetas de pena. Assim, fico mais perto da forma mais autêntica e pura da escrita.

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