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Era uma vez uma garota que nasceu de pequenos brilhos de luz das estrelas mais brilhantes do Universo, esses pedacinhos foram se juntando em cima das nuvens macias e peroladas que rodeavam a Terra em uma dança eterna. Dizem que esse acontecimento só ocorria em raras ocasiões e era muito peculiar.

As nuvens eram suas únicas amigas, gostava de brincar com elas e seu maior passatempo era moldá-las em desenhos de criaturas que observava de sua vista privilegiada. Fazia isso todos os dias e com o passar do tempo, queria mais e mais estar vivendo lá embaixo. Observava as pessoas e ficava extremamente intrigada, o que eram esses sentimentos tanto sentidos pelos humanos? Será que poderia sentí-los também? Se sentia muito sozinha…

Se pudesse descer, gostaria muito de ver o mar de perto. Sempre sentiu a brisa suave e salgada vinda daquelas águas tão agitadas e tão misteriosas. Poderia nadar nele e sentir toda a liberdade que ansiava tanto.

Devia ter coragem para realizar o salto que distanciava seu mundo do mundo real e tangível de suas observações. Mas tinha tanto medo… Medo de não ser como esperava e se decepcionar com seu sonho.

Um dia, de alguma maneira, a bravura preencheu seu peito e sabia exatamente o que tinha que fazer. Despediu-se de todas as suas companheiras de horas solitárias e pulou. A tarde estava chuvosa porque as nuvens choravam a perda de sua amiga.

A menina foi caindo… Caindo… Mas não sentia medo pois sabia que algo muito bom a estava esperando. Seu cabelo começou a brilhar fortemente da raíz até as pontas, de suas costas duas lindas e grandes asas saíram, começou a planar na imensidão azul do céu. Finalmente, seus pés encostaram na areia fria e molhada. O vento forte jogou seu cabelo para trás, as penas brancas de suas maravilhosas asas foram levadas pelo vendaval. Próximo dali, um rapaz assistia tudo sem palavras.

Melanie fechou seus orbes verdes, a chuva fina e gélida lavava seu corpo, suas roupas e sua alma. Finalmente tinha encontrado a liberdade que tanto sonhava em obter. Durante toda sua existência, era como se tivesse visto de uma janela a vida passar e não pudesse fazer nada para evitar. Sorriu, abriu os olhos e começou a dançar pela praia, enquanto o garoto se aproximava, lentamente.

O vazio tinha ido embora.

Muitas pessoas têm medo de irem atrás de seus sonhos, seja pelos pais não gostarem ou somente pelo simples fato de não saber se irá ser como o esperado. Muitos não vivem intensamente a vida. Por isso, viva cada instante, corra atrás de seus sonhos e não deixe ninguém, nunca, dizer que não é possível. Uma coisa só é impossível se você acreditar que é. Não imponha barreiras, as pule e verá como a vida pode ser bela e maravilhosa, se você apenas a der uma chance.

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