Livros… Ah, livros…

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Livros são amigos de papel que nos levam para viajar para vários mundos diferentes, onde a realidade não existe e a fantasia predomina.
Tantos sentimentos existem naquelas páginas tão delicadas e tão cheias de vida. Os personagens pulam delas para nos convidar para viver as aventuras junto deles.
E se tivermos coragem o bastante, nós vamos.
Vivemos como eles: heróis, heroínas e tantos outros personagens que mudaram nossa maneira de ver as coisas.
São tantas vidas para viver e todas tão maravilhosas,  que esquemos da dura realidade onde vivemos. E ficamos horas ali, vivendo de verdade.
Livros são amigos, eles te dão consolo quando não há ninguém para te ajudar.
E sempre que acabamos uma história,  a guardamos em nossos corações com carinho, assim como guardamos o livro na estante com cuidado.
Porque ele vai estar lá esperando ansiosamente, assim como seus personagens, para a hora que decidimos retornar a aquele mundo.

E como um velho amigo seremos recebidos.

Texto – Correnteza

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Uma correnteza forte…

Levando meus pensamentos para longe…

Às vezes me sinto como se estivesse flutuando nas águas de um oceano em plena tempestade,  com uma correnteza muito forte me levando para vários caminhos diferentes.
É como se o foco de tudo o que eu vejo e toco fosse tirado, assim como a realidade. Esperam uma decisão minha.
Mas com tudo desfocado e sem as cores reais, como posso enxergar com clareza?
As águas escuras me jogam de um lado para outro sem nenhuma piedade, apenas esperam que eu tenha forças para impedir que isso continue. E eu tenho?
Como posso impedir algo que já estou tão acostumada?
Como posso parar a correnteza de sentimentos que se atropelam, um sobre o outro, em momentos difíceis?

A correnteza é forte…

Mas eu sei que a tempestade não pode durar muito, pois o Sol quer o seu lugar de volta. Para voltar a brilhar intensamente,  impedindo que a chuva continue a cair em mim e acalme as correntezas do oceano para clarear minha mente e a paz enfim retornar.

Venha logo Sol…

Conto – O Tempo

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Ela corria, corria e corria pelo campo.

O verde da grama contrastava com seu vestido azul claro cintilante e seus pés pequenos descalços. O Sol já estava alto no céu, com seus raios permitindo a vida na Terra.

Depois de tanto correr, a garota parou por um momento para olhar para trás. Estava ofegante e sorrindo ao mesmo tempo. Ela deitou-se no carpete verde vivo e ficou observando as nuvens passeando pelo céu vasto e iluminado. Seus olhos castanha escuro conseguiam distinguir desenhos… Tantos desenhos familiares e distantes do presente momento.

Não havia distúrbios… Apenas uma paz tão incrível…

A menina se sentia leve e tão… Livre… Como nunca havia se sentido.

Ali o tempo não passava, as coisas nunca mudavam, tudo era bonito de um jeito que não havia mais tristezas e as pessoas nunca iam embora.

Depois de passar um tempo ali, alguém sentou ao seu lado e começou a falar.Os dois começaram a rir juntos.

– Não temos que voltar? – perguntou o garoto, olhando o relógio no seu pulso.

Ela colocou suas mãos no rosto dele, sorrindo.

– Aqui temos todo o tempo do mundo.

E o abraçou forte.

Em algum outro lugar longe dali, onde a realidade é feia e nem sempre justa, uma menina acordou de seus sonhos.

Aquele era seu mundo… Onde o tempo não existia.